sábado, 7 de novembro de 2009

Sen.tir














Como um passaro filhote que cai indefeso do ninho, me sinto indefeso diante do amor.
Indefeso ou defensor.
Defensor de mim mesmo.
Defensor dos meus desejos, dos meus sentimentos, do meu coração.
Ja basta dessa solidão partilhada, dessa presença solitária.
Desse incômodo passar dos segundos, minutos, horas, dias...
O relogio nao para.
A vida para um dia.
Enquanto isso vou levando, vivendo, tentando fazer dos meus dias nublados,
dias de sol, com calor, amor, cor e sabor.
Viver para mim mesmo.
Voar com minhas próprias azas.
Aproveitar os sabores que não experimentei.
Conhecer. Descobrir... RENASCER

Hoje não quero falar de amor, talvez amanhã!
E pra que falar de amor, se no silêncio existe mais amor que nas palavras?
Admiro a beleza do não dito, do simplesmente sentido.
Do sincero.
O silêncio não esconde. Ele fala por si só.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Tal.vez

Hoje não quero falar de amor.

Basta-me falar de pássaros, sem me lembrar dos ásperos sentimentos calados, amarrados, comprimidos pelo querer falar em amar.

Hoje falo de sol, calor, fogo. Falo de afago, carinho e sonho. Mas, falo distante do amor. Distante daquele sol que mancha, do calor que nos faz suar, do fogo que queima, do amor que sofre. Falo dos afagos sutis de um olhar que sonha sem cobrar carinho.

Falo hoje, amanha não sei e o ontem já foi.

Agora existem vertigens que rodeiam o meu coração, hoje calmo, ontem desesperado e amanha mistério! Isso já não me assusta mais, apenas me instiga a querer sentir tudo outra vez.

Alegria, alegria, alergia. Coração, coração, frustração. Sonho, sonho, sonho.

Vamos, o agora quer partir, o amanha chegar e o ontem descansar.
O amor sofrer, a lágrima escorrer, o coração bater e o pássaro voar.
Acabo de dizer que pro amor não quero mais viver. MORRO VIVO, MORTO e VIVO.

Hoje não quero falar de amor, talvez amanha.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

grade.prende


O mar é grande
O amor é grade
O mar se expande
O amor te prende

Mar de amor
Amor de amar
Mar de dor
Dor de amar

Sabor e cor
Azul e sal
Mar e amor
Cartao postal

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Descobertas.cotidianas

Engraçado como a vida muda a cada dia que passa. E nos muda junto com ela como se fôssemos marionetes, massas de modelagem. Brinquedos.

Quando crianças aprendemos que QUERER = PODER.
Logo que crescemos e passamos a ver realmente como acontem as coisas, descobrimos que todos os ensinamentos, principalmente esse, são totalmente errados.
QUERER ≠ PODER.
E ilude-se quem pensa que PODER = TER.

Tantas vezes queremos tantas coisas, lutamos de todas a formas para conseguí-las, e depois, um dia, quando conseguimos, descobrimos que não podíamos tê-las. Ou que não queríamos tê-las mais. Ou que não poderíamos mantê-las.
É complexo. É confuso.
Mas viver é verbo complexo.
Vir-ver.
É vir para uma experiência, para algo desconhecido.
É ver que quando pensamos que sabemos tudo simplesmente não sabíamos nada!

Ontem ouvi de alguém que o que nos faz viver é a inveja.
Que a inveja é um sentimento gostoso, que nos impulsiona, que nos anima, que nos faz querer.
A inveja é melhor (e maior) que o amor.

O amor nos deixa estagnados, parados, compassivos.
A inveja nos movimenta, atiça o desejo e nos faz correr atraz de coisas para depois nos fazer voltar ao mesmo ponto que começamos aqui.

QUERER ≠ PODER.
PODER ≠ TER.

Eu quero mas não posso.
Eu posso mas não tenho.
Eu tenho mas ja não quero mais.

Esse ciclo que movimenta nossa vida, que nos faz desejosos de novas experiências, de novos sabores.
Esse ciclo que nos motiva, que nos decepciona.
Esse ciclo é vicioso. É constante.

É por isso que deixo de divagações, de ilusões, de desejar e vivo.
Vivo a rimar... com rima.de.sen.ti.mentos.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

fluir.da.alma


Minha alma escorre pelos poros como líquido.
Lânguido caio, como a chuva que respinga.
Pinga. Choraminga.
Choro.
Sentidos que me envolvem.
Sentimentos. Tormentos.
Terremoto.
Me esgoto, me amarroto.
Danço, canso!
Me detono. Perco o trono.
O tronco que me sustenta, arrebenta.
E me lança como lança, flexa.
Me deixa!
Minha alma escorre pelos poros.
Feito ouro.
Touro. Tesouro.
Me reflete nesse flerte.
Inerte.
Me liberta.
Sou poeta, sou azas e grito.
Vento, acalanto, lamento.
Sou tufão, furacão. Metamorfose.
Estrela cadente. Carente. Demente.
Coração. Pulsante. Latente. Radiante.
Me toma e me ama!
Me esparrama.
Sou líquido que flui e derrama.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

a.manhe.cer


Manhã desperta. Novo dia. Alegria. Vida. Viver.
Depois de um dia de chuva que lava a alma. Renascer.
Noite de sono, de abandono. Crescer. Aprender.
Nova manhã. Sabor café. Sobreviver. De pé. Com fé.
Reinventar. Acreditar. Planejar. Confiar. Amar.
Se entregar ao novo dia. Calor.
Amor sem dor. Só saudade.
Mas saudade é amor. Ausência. Paciência.
É querência. Carência.

Novidade. Novo dia.


Nuvem branca, céu de anil.
Até que enfim o sol desponta neste ponto do Brasil.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Derre.ter


E o mundo se dissolve, derrete, cai. São lágrimas que choram a saudade, a falta, a distância, a ausência.
Sono que não vem. Rolo. Reviro. Suspiro.
Ninguém...
Saudade invade. Arde. Fere.
Noite longa como a distância que te tem.
Quando vem? Logo.
Me afogo na dor que me faz refém.
Me tem. Sou teu, meu bem!

___________________________________

Ta chovendo, to carente... Quero colo, beijo,
calor, carinho... Trufa e Coca.
Desejo... Sexo.
Quero tanto que nem sei o que mais quero.
Mania de rima. Difícil... Vício. Ócio. Ofício.

Enfim... FIM!
Sente falta de mim?

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Part.ida


Avistei um caminho pela frente e parti. Fui sem saber onde chegar porque tinha o desejo correndo em minhas veias.
Não resisti. Corri e como uma fênix, alcei voo. Abri minhas asas e mergulhei. Me entreguei na queda que me oferecia liberdade.
Parti. Mundo imenso, ouro preto. Mundo rico. Fico aqui.
As nuvens oferem um convite. Branco. Franco. Sou distância. Sou saudade. Liberdade. Intensidade. Vontade. Amizade.
Olho em volta. Volta.
Sou fogo. Sou fênix. Chamas. Cinzas. Renasço. Retorno. Aprendo a voar. Subo e volto. Alto. Altar. Amar. Rimar... com rima.de.sen.ti.mentos.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

amar.elo


Amar.elo. Elo de amar. Amor-solidão. Elo com o passado ligado ao que se sente. Desligado?
Impedido.
Amor e dor. Amor é dor. Se for, não sei!
Dói.
Solidão prende. Amor não! Amor é liberdade. É o bater de asas, é o cantar, é o correr do rio por entre as pedras. Perdas? É o vento que sopra.
É solidão.
Amar.elo.
Ou é cor, nuvem ou amor... Amor que pinta com cores de aquarela as querelas que na vida passam como nuvens e sonhos que voam como pássaros de fogo que se incendeiam nessa imensidão azul. Amor azul, vermelho fogo. Fogo que cresce dentro de mim. Azul. Azul da alma. Coração. Fogo e lágrima. Vida. Amar.elo. Saudade da solidão e do medo de amar que se esconde no mar que vive em mim.

in.certezas.solitárias


A solidão me faz cócegas, enquanto o calor da campainha me aquece a alma. A solidão faz parte de todas minhas listas negras. Porém, no amor me esqueço dela. O amor é movido pela saudade. A saudade é movida pela solidão, pelo momento que passou. E o que passou pelo amor que se viveu sentido na solidão que se vive agora.


A solidão é o telefone que não toca, a mensagem que não recebe, a carta que não se envia, o beijo que não mais se dá. E amor? Será que ultrapassa aquele bom dia quando nem se acordou direito, um sorriso, um abraço de “Que bom que está aqui”, um olhar de “eu presto atenção em você”, um pedido de desculpa, a saudade do cheiro, do toque do beijo?

Saudade, amor, solidão. Saudade daquele amor, saudade da solidão, solidão no amor, solidão por sentir saudade. Se ama quando se está só, ou apenas se ama quando amando não nos sentimos assim: sozinhos?


Em.cada.sen.ti.mento.meu

Em cada sentimento meu;
Tem um espírito ateu...E uma alma reencarnada...

Um orgulho plebeu...E uma nobreza calada...

Uma certeza nítida...Em eterna dúvida...

Um cruel bandido...E um anjo perdido...

Um livro aberto...E um segredo guardado...

Um futuro incerto...Num instante passado...

Um destino certo...E um projeto abandonado...

Em cada sentimento meu...

Tem um sentido...E um rumo inexistente...

Um desejo contido...E um medo persistente...

Uma vontade que desiste...E uma esperança que existe...

Um desencanto...E um contentamento...

Um amigo santo..E um demônio atento...

Uma inteligência sólida...E ingenuidade...

Uma demência mórbida...E serenidade...

Em cada sentimento meu...

Tem uma contradição...E uma lógica sem chão...

Um desânimo juvenil...E um desabafo senil...

Uma harmonia...Em confusão...

Uma agonia...E uma razão...

Um colapso vulcânico...E a calma de um lago...

Um pânico...E um afago...

Um verso doce e amargo...



domingo, 18 de outubro de 2009

in.certezas


É a certeza do incerto que me move pra mais perto. É o gosto do proibido que mexe com a libido e me esquenta, me atenta, me invade. Você corre, eu grito e fico aceso. Espero o toque, o choque, o relampago que ilumina, que fascina. Me inclina. Rumina esse desejo... de beijo, de ter, de ser. Querer é poder. Quero. Espero. Olho e sonho. Mólho. Posso. Tenho. Vem... Aqui. Me toca. Me sente. Tente... Me prende!
Incerteza. Impureza. E como lava eu escorro. Morro. E sumo!

como.faz?



Caminhos, encruzilhadas. Seguir andando para onde nao sei chegar. Ficar feliz, sorrir, viver. Correr por medo de ficar e morrer. Voar. Andar sobre o mar. Viver. Pensar em sair e ficar. Pensar em ficar e sair. Partir. Sumir. Decidir voltar. Duvidar. Esperar e continuar seguindo pelo caminho encruzilhada. Volta. Solta essa dor. Flor. Cai os pingos de chuva e lava. Larva. Casulo que abre e voa. Borboleta. Bicicleta. Rodas que giram no mundo. Imundo. Sem fundo. Imensidão. Assim segue o seco no beco que o amor partiu e sumiu. Purufica, intensifica. Nexo? Complexo. Assim é o amor.
Ana Cañas - Interrogação

o.querer.rimar.


[...]' Quero rimar coração,com afeto;
Quero rimar paixão, com amor;
Quero rimar ausência, com lembrança;
Quero rimar lágrimas, com dores;
Quero rimar vida, com existência;
Quero rimar morte, com reencontro;
Quero rimar presente, com passado;
Quero rimar futuro, com presente;
Quero rimar espírito, com matéria;
Quero rimar fé...com esperança!' [...]

Morrer.de.Amor


Nao mando no coração faz tempo, agora nem nos olhos mais eu tento. Estou sem controle do que para de bater e do que insiste em fechar e não ver. Dificil é aceitar o perder das coisas, dos sentimentos, das lembraças. O amor se conquista, assim como se perde, se sente assim como se mata...

Sen.ti.men.to

sm (sentir+mento2)
1 Ação ou efeito de sentir. 2 Faculdade ou capacidade de sentir, de receber impressões mentais. 3 Sensação psíquica, tal como as paixões, o pesar, a mágoa, o desgosto etc. 4 Disposição para ser facilmente comovido ou impressionado. 5 Emoção terna ou elevada, tal como o amor, a amizade, o patriotismo. 6 Atitude mental a respeito de alguém ou de alguma coisa: Sentimento de estima, de respeito, de ódio, do dever. 7 Exibição ou manifestação de sensibilidade ou sentimentalismo, ou propensão às emoções ternas em literatura, arte ou música. 8 Pressentimento, suspeita. 9 Opinião. 10 Faculdade intuitiva de perceber ou apreciar as qualidades ou méritos de uma coisa: Dotado do sentimento do belo. 11 Filos Conjunto de emoções. 12 Filos Conhecimento imediato. sm pl 1 Modo de pensar, mentalidade, atitude moral: Sentimentos mesquinhos, maus, nobres etc. 2 Boas qualidades morais, bons instintos, boa índole. 3 Pêsames. S. de culpa: estado emotivo de uma pessoa que haja infringido, ou assim o creia, uma norma social, princípio ético ou prescrição legal. S. de inferioridade: atitude afetiva dominante, com efeitos neuróticos de diversos graus, e que pode originar-se de certa condição física ou defeito de educação. S. de superioridade: experiência de exagerada valorização de si mesmo, isto é, de considerar suas próprias qualidades, atos e idéias superiores aos das demais pessoas. S. interno: a consciência.